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23/02/2015

JÚLIA PINHEIRO DESLUMBRANTE NA CAPA DA REVISTA ACTIVA QUE COMEMORA 24 ANOS DE EXISTÊNCIA


12/04/2010

FAMOSOS NO TAPETE VERMELHO DA GALA DA TV7 DIAS

Caras conhecidas não faltaram à gala da revista TV7 DIAS dia 8/4/2010 para a entrega de prémios de TV em várias categorias. Gala que teve uma duração de mais de 6 horas, dividida em 3 partes, cada parte teve dois apresentadores, na 1ª parte apresentaram TÂNIA RIBAS DE OLIVEIRA e JOÃO BAIÃO, na 2ª parte VANESSA OLIVEIRA E DANIEL OLIVEIRA e na 3ª parte CRISTINA FERREIRA E MANUEL LUIS GOUCHA.

A RTP venceu 8 prémios, a TVI 11 prémios e a SIC 6 prémios



TODOS OS PRÉMIOS

Entretenimento:

Melhor programa: Ídolos (SIC)

Melhor talk-show: Você na TV! (TVI)

Melhor apresentadora: Júlia Pinheiro (TVI)

Melhor apresentador: José Carlos Malato (RTP)


Humor:

Melhor programa: Gato Fedorento- Esmiúça os Sufrágios (SIC)

Melhor actriz/ humorista: Maria Vieira (RTP)

Melhor actor/ humorista: Ricardo Araújo Pereira (SIC)


Informação:

Melhor programa: Grande Entrevista (RTP)

Melhor reportagem/ documentário: Infância Traficada (TVI)

Melhor jornalista/ apresentadora: Clara de Sousa (SIC)

Melhor jornalista/ apresentador: José Rodrigues dos Santos (RTP)

Melhor comentador: Marcelo Rebelo de Sousa (RTP)


Séries:

Melhor série: Conta-me Como Foi (RTP)

Melhor série infanto-juvenil: Morangos com Açúcar VII (TVI)

Melhor actriz: Benedita Pereira (TVI)

Melhor actor: Miguel Guilherme (RTP)


Telenovelas:

Melhor telenovela: Deixa que te Leve (TVI)

Melhor actriz: Margarida Marinho (TVI)

Melhor actor: Nicolau Breyner (TVI)

Melhor actriz secundária: Maria João Luís (TVI)

Melhor actor secundário: André Nunes (TVI)

Melhor música de genérico: Mais um Dia (Meu Amor, TVI)


Outras categorias:

Melhor programa cultural: 35 MM (SIC Notícias)

Melhor programa desportivo: Liga dos Últimos (RTP)

Melhor programa social: Alta Definição (SIC)


Troféu Memória: Raul Solnado

Troféu Prestígio: Júlio Isidro

Troféu Carreira: Herman José







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15/04/2009

JÚLIA PINHEIRO LANÇA O 1º LIVRO "NÃO SEI NADA SOBRE O AMOR"

JÚLIA PINHEIRO, a conhecida apresentadora de TV, "AS TARDES DA JÚLIA" e "UMA CANÇÃO PARA TI", escreveu o seu 1º Romance "NÃO SEI NADA SOBRE O AMOR", que conta a história de 4 mulheres e a forma como elas em diferentes épocas e circunstâncias, determinaram as suas escolhas amorosas, épocas diferentes, relacionamentos amorosos desiguais.



PEQUENO EXCERTO DO ROMANCE
«Na geração de Maria da Glória, o amor era um infortúnio. Não servia para nada e só trazia aborrecimentos. Com o amor não se comprava terra nem se aumentava o rebanho. Nessa altura, em São Pedro do Ribeiro, o amor não era um objectivo nem um desígnio. As raparigas da terra não liam romances e os rapazes pouco sabiam sobre como fazer a corte, e o enamoramento. Ali, os sonhos faziam‑se
no esforço e no trabalho. Não havia tempo para suspiros e inquietações. A felicidade era uma malga cheia e uma cama debaixo de telha. O resto era fantasia, e, como tal, não existia. As mulheres mais velhas falavam de submissão, as mais novas sabiam que o destino era feito de filhos, pouco afecto e muita dedicação. As mães passavam às filhas o credo simples de uma existência segura e inquestionável: labuta, obediência e Deus, para justificar aquilo que não se desejava. E o que se desejava também, porque não se podia obter. Quando é que começou a desgraça de Maria da Glória? No dia em que morreu a mãe? Ou na tarde fatal em que António de Mendonça entrou na venda do pai? Durante muito tempo, o caso foi discutido na terra e nunca ninguém conseguiu chegar a uma conclusão. Maria da Glória não sabia nada sobre o amor, mas achou que podia começar a aprender no momento em que pousou os olhos míopes em António, um latagão alto e desempenado, herdeiro do homem mais abastado do burgo. Na altura ninguém deu por nada. Dezenas de homens entravam na venda todos os dias e Maria da Glória não ligava a nenhum. Atrás do balcão de madeira velha, emparedada entre as sacas das farinhas e as pipas de vinho, Maria da Glória exibia uma indiferença absoluta enquanto atendia os pedidos dos fregueses do pai, homens da terra que se deixavam ficar pelo tasco, horas a fio, à procura de companhia e de um pouco de calor. Maria da Glória era conhecida por ser uma beleza e por nunca mostrar os dentes a ninguém. Deslizava silenciosa no
balcão, vigiada pelo pai, que impunha o respeito, mas que não podia impedir o olhar guloso da plateia masculina que se arrumava no fundo da venda para emborcar uns canecos e jogar às cartas. A filha de Manuel Severino era alta, loira, olhos azuis sem expressão e uma boca capitosa. «Linda e esquisita», segredava o Jaime da drogaria aos amigos da sueca. Observava‑a horas a fio, enquanto jogavam às cartas na mesa encardida da venda. E nada. Nem uma chispa de interesse por eles ou por qualquer conversa que se desenrolasse à frente dela.
- A rapariga deve ser um bocado lerda. Os olhos parecem os de uma vaca. Muito quieta para o meu gosto - opinava Jaime, revelando‑se no velho ditado que apostava que quem desdenha quer comprar. O resto do grupo ria‑se da maldade de Jaime, conhecido por ter a língua afiada e pouco tino em matéria feminina.
Na verdade, ninguém sabia nada sobre Maria da Glória. Não se sabia o que ela pensava ou desejava e nunca ninguém tinha reparado que o olhar parado seria hoje designado como um caso alarmante de miopia. Nem mesmo o pai, que
a educava com mão-de-ferro, convencido de que só a autoridade poderia compensar a falta da mãe.» (CRÉDITOS-MODA E SOCIAL)

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